Fase

5 de junho de 2015

Eu costumava ser mais eu. Existia em mim, um tipo de ser que sentia a todo tempo. Me desculpe, eu disse que existia quando na verdade existe, e sinto a todo tempo. Eu estou preso em uma prisão feita de isopor, tão fácil de sair, mas a resposta das pessoas é que me obriga a voltar. Eu costumava ser mais alegre, ser palhaço, eu estava vivendo. Não pensava muito, a mente criança, uma semente…. Mas pelo menos eu me divertia, sorria. Quando a gente cresce e começa a sentir outros sentidos, nasce e cresce também outras dores. Viver a verdade do que é a vida, deveria ser mentira sempre…. Imaginar como se quer, é que deveria ser a realidade do que a gente poderia passar a ser. Apaixonar para de ser aquela brincadeira, e tudo como sempre que se torna realidade tem uma ou várias desvantagens. Para ser sincero, apenas conheci as desvantagens, e é tudo culpa minha. Eu queria encontrar toda noite quando esfriar, a sua mão para de alguma forma me conformar que logo estarei sentindo calor. Seria mais fácil se eu não fizesse mais difícil lá atrás.

– MERDA, MERDA, MERDA!!! Preciso urgentemente beber de mim, para sentir o gosto de ser eu…. Me tornei então hipócrita, me desculpe pessoal, eu sou do bem, e toda vez que sal queima meus olhos, é de saudade de ser eu… Aparência, aceitação, justiça, sociedade e claro, a culpa não é de vocês, eu que errei e não consegui seguir os padrões, padrões, padrões.

Eu odiava uma parte do que eu costumava ser. É claro que conheço e reconheço que todo feito tem bem e mal. E sim, existia em mim um sentimento legal, eu andava no caminho. Quase abracei os padrões. Cresci e vivo em interior, conheci dezenas de cidades, pisei por lá e tentei em todas me adaptar, mas por causa da droga do meu erro em andar lá atrás, não consigo terminar um suco em público. De novo quebrei aquela parede de isopor, eu não queria, eu encontrei a cabeça naquela parede, e tentei fazer que o vermelho brotasse em minha testa, mas continuava tudo branco, aquelas bolinhas infernais, eram isopor.

– Droga, Droga, droga! Eu comecei a mudar, e tenho razão para isso. Já fui humilhado o suficiente, mesmo sabendo ser capaz de fazer melhor e reverter o processo de humilhação. Se eu não usasse essa hipocrisia para me defender, eu me sairia muito bem, eu sei, mas depois, eu iria encontrar uma multidão, o colégio é forte em influência.

Eu estou me amando mais, eu juro. Conversei com quem me fez respirar, e ela soube me ouvir, obrigado. EU prometo para mim, que serei quem quero ser, porque tenho desejo, muito desejo de poder ficar frente a frente de quem gosto, e dizer muita, muitos, tudo, todo, vários, centenas… eu só quero sair dessa fase, e amar olhando nos olhos. Sempre existiu uma política para quem perde e ganha, está na hora de ganhar.

“But give me love over, love over, love over this, I… and give me love over, love over, love over this, I”
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2 comentários em “Fase

  1. Parabéns pelo texto!! Por todos! Acho vc mt sincero em cada palavra, sinto realmente sua alma. Parabéns pelo talento e emoção <3 Beijão, Amanda.

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