Dois mil e quatorze

Ontem paro observo, a cena do jornal do que quero. E mesmo sendo tão anormal sua imagem semelhança me tira o mancal, fico abismado com sua beleza! Perco os sentidos me mordo na loucura. Depois deste ano que fica no passado e me faz pensar no futuro, não consigo focar em viver. Todas as ideias que tenho são baseadas em você! Eu não quero, mas a mente, essa sem noção, não para nem um minuto de ver as nossas mãos. Sua força desmancha o emocional. Dois mil e quatorze, são tantos dias que lembro apenas de um. O olho em cruz já criava a sensação…. Eu me via cair; eu me via superar tudo que vivera até ali, eu me via. Em uma destas visões você está ao meu lado, e eu gritava duas mil e quatorze vezes: Eu vou mudar, virar muda para me plantar, crescer diferença e fazer com certeza, sem erros, sem atrasos… você enfim me amar! Era angustia, era vontade. Eram tantos misturados que sentia tonto sempre de tarde. Não consigo parar de ver seu olhar me enxergar. Respire, eu dizia a mim mesmo, e ainda digo, continuar com esta ideia de Stefan Zweig aos 60 não irá melhorar! Respire, e me digo hoje aqui, mas confesso que continuar, é o mesmo que, com o próprio fôlego soprar estas velas, digo e sinto que as bochechas estão doloridas, e mais ainda, meu coração. Eu sinto.

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