O DRAGÃO

Toda vez em que me encostava na cama, vinha em minha cabeça, o dragão. Junto com ele, sempre vinha a dor, e minhas veias pulsantes me obrigavam a tomar todos os remédios possíveis… apenas pela dor insuportável na cabeça; Apenas pelo meu patrão, o dragão.
O que eu imaginava, era desejo, aquele que a gente não sabe que têm, mas que fica enjaulado até o cadeado não ter força e despedaçar-se e, sua vida começa, você deixa de sobreviver, e tudo pelo o dragão. Agora sou um idealizador de muitos sonhos pelo simples ato de me encostar na cama e pensar. Pensava sobre minha empresa, em tudo que poderia conquistar, sobre o quanto eu poderia ajudar, e a logomarca, era ele… O dragão! Comecei a ser outra pessoa, e a dor na cabeça cada vez mais constante parecia sinais, estes que só acredito nos reais, que vejo. E novamente por pensar, passei a deixar de só pensar, e comecei a falar olhando para o espelho, louco, como diziam, e em seguida nasceram várias frases e textos, que poucos se interessariam a ponto de ler é claro. Com o passar dos tempos, vieram as lentes, que derrubaram a dor por um tempo, mas só por um tempo, enfim. O pensar sem dúvidas me transformara, seria metamorfose? Pensava de novo, e de repente mais perguntas como: É só comigo, ou todos os seres passam pelo o dragão. As minhas falas em público foram ficando sem volume, mas os meus ouvidos eram famintos e, desde aquele tempo espera a hora certa pro sinal apontar, aquele sinal real como disse acima, até que no lugar de falar escrevia e escrevo, morro e digo: Devo morrer para o protagonista no texto nascer… E é tudo culpa da vitamina pensar estimulada pelo patrão, o dragão. Por este e outros motivos, o pensar, deixei de religião e tudo em sua volta, meu patrão começava a me mostrar que não era necessário tanta burocracia para fazer o certo, eu teria que criar minhas próprias regras, mas de forma cautelosa pois havia o respeito, e as pessoas tem um carinho por ele, eu devia ali me adaptar, e foi o que aconteceu e acontece, meu patrão, o dragão, me mostrara o ateísmo, que não sigo, mas muitos me chamam disso, e prefiro, mas quando você pensa de novo percebe que não é preciso segui-lo, é só ser… Você percebe que ele é você. Depois de tudo isso você gosta de ser enxergado e passa a enxergar as pessoas, passa a ouvir música boa e entende todo tipo de escolha, por que o patrão ta sempre lá pra lhe ensinar, ta sempre lá pra lhe chamar, o dragão te deixa esperto e não mostra o caminho, ele constrói com você até os calos surgirem. A informação sempre será a prerrogativa do sucesso, é James que diz isso, e continuará a dizer, se possível para os netos, e desta forma tenho um certo conhecimento, e descubro que não é “O” e sim “A”… Não era o dragão, era a consciência, e descubro que sua consciência pode ter a forma que quiser desde que ela FUNCIONE. Como base, deixo a conclusão: Conscientize: o medo cedido é maior sabedoria obtida, pra que não tenhas um futuro perdido, um presente sofrido e um passado marcado, deixe o medo de sair dos padrões de lado e arrisque criar. Qual é sua consciência?