Sete peles

Eu sonhei, a faca me fura a agulha se embrulha a dor me adesiva, me faz carpir-se sem cessar. A corda me enforca em sonho mal, sonho down. Sonhei, e foi um sete que lembra dor, e trucida tal amor. Dor de pele, de sete peles, dor sem pressa que tardança passar e nem que eu reze, que saia de mim sete sem fim, sete imortais, sem comiseração nem contrição. O sete executou carona tempo atrás, enganou o amor, isso é pele sete, com certeza não é letífero. Pele que advoga mais sempre usando o mal, mal sendo mortal, mal sem pena e sem mancal. O bem pode vencer, eu sei, então tente por mim, pois nem mais aqui ainda estou a residir, sofri, eu morri. E foi a primeira delas, que já me lembro de dor, dor de perda que sete acarretou, faziam três seis em seguida, era do mal eu sabia, já percebia ao olhar nos olhos rubros do sete, visava três seis na testa, ao olhar a dor subia, e sete, o sete ria, seu primo seis falava em um mês, que sete sorriu na dor do pivete sem é-te feliz. Espere, é, mais uma vez sete me faz infeliz, sete rias do cara sem meros semblantes, fez dele acreditar na ilusão felicidade do palácio, que na verdade nem existia, era imagem inferno. Eu tentei, fui e rui, agora amor retornou, acordei e feliz estou, de novo sete me enganava, era sete peles, parecia feliz, meu amor que me espere. Agora não me sinto pacífico, ainda sete se aceira sobre minha fraca vida letal, que sofre dor, dor ao perder aquele amor, naquela época eu sentia sozinho, chorava, agoniando a dor da perda, mais eu ainda a amo, pois, o sete mentiu, usou a pessoa que mais lhe feriu, aquele sete do mal, Diabo sem meros ensejos para ferir tal amor que sentia, amor verdadeiro e perfeito, sete do mal sem amor, apenas ódio e vingança em olhar rubro tenebroso. E foi a segunda, perdi outro amor, mais amor diferente do primeiro, o amor cujo eu iria viver em seu lado, amor que comigo teria as crias para o mundo, amor que eu tanto amo, mais que perdi, mais um amor sete tem a ferir. Mais forte foi o terceiro, me sentia sozinho, precisava de um amor, apenas um amigo tinha, mas a amada ainda nem consigo esquecer, estou quase sem desejos, apenas queria viver, terceiro que me toma toda vida, me joga no lixo crescia minha fadiga, perdi simplesmente toda minha vida. O quarto a de rodear com feridas no corpo nem posso mais andar, perdi tudo o que tinha, agora só um coração a bater e chorar, perdeu tudo o que poderia falar, nem asa mais cria, o coração mesmo sofria. A quinta foi amigo que se foi, sete conseguiu levar o ultimo papo que eu tinha para raciocinar. O pior que me lembra toda hora que vejo todo tempo, é o seis, que em seguida de três anda em fileira, assustava que visse sem abaixar a cabeça, ele seis lembra dor, refletia em seu olhar, era três, perda, dor e morte, depois daquele dia nunca mais pude sorrir, ainda existe mais, tem a morte que seca peles toda hora, é gente, muita gente morta. As sete peles me fizeram dormir, para meu segundo resto de corpo subir, ainda eu nem morri estou ainda vagando nos sete quantos dores de amor, depois de tanta dor de amor, aprendi a criar as sete peles sobre vida de quem ainda dor sente sem amor.